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20/10/2015
Vinhos Refrescantes
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Vinhos Refrescantes

 Com a elevação da temperatura, antes mesmo da chegada oficial do verão, é hora de pensar um pouco nos brancos e em outros vinhos igualmente refrescantes. E não vale usar a desculpa de que vinho tem muito álcool e, portanto, não é apropriado para o nosso clima: no país da caipirinha, esse ponto de vista não resiste a dois ou três argumentos. Primeiro, a maioria dos vinhos brancos não passa dos 13 graus de álcool, o que não é muito; segundo, os ambientes onde se consome vinho em geral são refrigerados; e a própria temperatura de serviço é baixa, o que atenua consideravelmente os efeitos do álcool.         

O vinho branco moderno costuma apresentar dois estilos bem diversos: o chamado “frutado”, que fermenta em tanques de aço inox a baixas temperaturas, exatamente para preservar os aromas de frutas e o frescor; e o “barricado”, aquele que fermenta e/ou passa um período em barricas de carvalho, e é naturalmente mais encorpado. Os do primeiro tipo são ideais para bebericar, acompanhar canapés ou pratos de peixe e frutos do mar preparados da maneira mais simples possível.

Todos os brancos nacionais, a maioria dos italianos do norte/nordeste, os aromáticos neozelandeses e alemães, além de muitos franceses seguem essa tendência, o que os torna ideais para o nosso clima e para refeições leves.
 
Os californianos, chilenos, australianos, portugueses e espanhóis tendem mais para o segundo estilo. Alguns franceses também, especialmente os da Borgonha. Favorecidos pelo clima e por um teor de álcool mais elevado, são candidatos naturais a um estágio em madeira. Se, por um lado, esse procedimento lhes dá elegância e complexidade aromática, por outro faz deles vinhos relativamente austeros, especialmente recomendados para pratos mais elaborados, com molhos ricos e densos.   
 


 
Os champanhes e espumantes são a cara do verão. O baixo teor alcoólico (raramente passam dos 12,5 graus), acidez bem presente, gás carbônico natural, delicados aromas de frutas e flores são atributos que os credenciam a qualquer reunião alegre e de bom gosto. Atenção para o espumante nacional, que sem dúvida é o nosso produto vínico de maior qualidade. Para quem aprecia um espumante leve, adocicado, aromático e com teor alcoólico bem baixo (em torno de oito graus), a pedida é o Asti italiano. Mais uma vez, o brasileiro Moscatel Espumante (tipo Asti) está fazendo bonito e merece ser provado.
 
E é sempre bom lembrar que todo ano, exatamente na terceira quinta-feira de novembro,  chega às prateleiras de todo o mundo o badalado Beaujolais Nouveau, tinto francês ligeiro e fácil de beber, conhecido por seus marcantes aromas de frutas vermelhas (morango, groselha, framboesa) e de uma prosaica banana. Produto do marketing? Sem dúvida, mas também um bom pretexto para reunir os amigos e comemorar. E, aqui entre nós, qual é o brasileiro que não gosta de uma festa? 
 

 Dicas:

• Procure comprar seus vinhos brancos e espumantes um pouco antes das festas de fim de ano, porque eles podem subir de preço e até faltar no mercado. Mas não faça um grande estoque, porque esses produtos devem ser consumidos jovens.

• Vinhos brancos com pouco álcool são servidos bem refrescados: champanhes e espumantes a 6º C – 8º C; brancos secos entre 10 e 12 graus.

• O Beaujolais Nouveau é um tinto muito ligeiro e fica melhor a cerca de 14 graus. O nome já diz tudo: é vinho para ser consumido jovem, no máximo até abril do ano seguinte.

• Boa pedida para o verão é um drinque chamado Portonic, que vem ganhando adeptos em todo o mundo: uma medida de Vinho do Porto branco seco, 3 ou 4 medidas de tônica, uma rodela de limão e muito gelo.  

• A sangria, bebida refrescante que mistura vinho tinto ou branco com água gaseificada ou soda limonada, frutas da época e licor de laranja, é perfeitamente adequada para o nosso clima. Mas que seja feita com um vinho honesto, de boa qualidade.  

 
Um expert caseiro:

- Para gelar o vinho na geladeira, deve-se dobrar o tempo calculado para baldes com gelo e água. Lembrando que ele deve sempre ficar o mais longe possível do freezer. 

- No balde, gelo e água devem envolver todo o líquido da garrafa. 

- Não precisa de adega para guardar vinhos do dia a dia. Mas é importante deixá-los em local fresco, longe de luz e de produtos químicos. 

- O vinho deve ser aberto antes de ir para o balde de gelo para ser resfriado. Assim, ele vai respirar, evoluir e ficar muito mais aromático. 

- Vinhos não devem ser levados ao freezer, em hipótese alguma. A rolha fica ressecada e pode deixar resíduos na bebida ou mesmo liberar o acesso do ar. No caso de espumantes, além de a bebida correr o risco de ficar “choca”, a garrafa pode até estourar. 

- Acrescentar sal ao balde de gelo acelera o resfriamento da garrafa, mas o vinho pode se ressentir com a rapidez do processo.  

- Uma boa medida é colocar a garrafa previamente aberta na geladeira, por uma hora, e tirar 20 minutos antes de servir. Essa regra serve para tintos, brancos e rosês. Mas cuidado: se o dia estiver muito quente, tire os brancos e rosês na hora de servi-los.

Casamento ou divórcio?

 Vinho branco jovem combina bem com:

• Peixe e mariscos cozidos

• Bacalhau cozido

• Peixe magro grelhado (linguado, robalo, sargo)

• Carnes brancas grelhadas

• Saladas

• Tortilhas 

 



Vinho branco jovem não combina bem com:

• Carnes vermelhas em geral

• Carnes gordas

• Escabeches 

• Pimentões

• Queijos curados e queijos azuis

• Pratos muito temperados e/ou picantes 

Vinho rosé seco combina bem com:

• Escabeche de peixe 

• Frango assado

• Massas italianas

• Verduras gratinadas

• Pratos muito temperados e/ou picantes 

 

Vinho rosé seco não combina bem com:

• Peixes e mariscos cozidos

• Carnes gordas

• Queijos curados de pasta mole

• Queijos azuis

JM Magazine 58

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