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31/03/2016
TECNOLOGIA E DESIGN NA SALA DE TV
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TECNOLOGIA E DESIGN NA SALA DE TV 

O surgimento de novas tecnologias voltadas para os aparelhos de TV e som tem chamado a atenção para um ambiente comum da casa: a sala de TV. Com tanta novidade no mercado, muitas famílias estão investindo nesse espaço, colocando o que há de mais moderno em pisos e revestimentos, mobiliários, adornos e aparelhos eletrônicos. O ambiente passa a ser mais que um local para assistir TV, mas um lugar aconchegante para a convivência familiar e reunião de amigos. 
Por Helena Cunha

 

SALA DE TV

A decoração da sala de TV não é complicada. Mas requer certos cuidados.  Independente do tamanho do espaço, ele precisa ser planejado com muita atenção aos detalhes. São eles que deixarão o ambiente charmoso e ao mesmo tempo prático. 

 

De acordo com o arquiteto Paulo Trajano, as dimensões para uma sala de TV são relativas à expectativa de uso.  Existem salas de TV residenciais que são praticamente uma minissala de cinema, atingindo dimensões acima do senso comum para níveis residenciais. Nesse caso, as chamadas “home cinema” podem ter capacidade para acomodar um número maior de expectadores em torno de grandes sessões coletivas. 

 
Por outro lado, pode-se optar por um espaço mais intimista, dedicado exclusivamente ao uso pela  família, ou a situações mais românticas. Nesse caso, as dimensões da sala podem ser bem menores. “É importante observar a proporção do ambiente, a relação de profundidade e a largura. Por exemplo: as salas de TV devem ser mais retangulares do que quadradas, em razão das condições acústicas. Devem-se observar também as dimensões da tela em relação à profundidade da sala. Uma proporção interessante em relação à acústica é a 'Sequência de Fibonacci', que se adapta muito bem às salas de TV”, explica Paulo Trajano.
 
 
A decoradora Luciana Aragão também explica que é importante respeitar a proporção do ambiente para se obter um bom resultado. “Se a pessoa está construindo, deve deixar claro ao arquiteto quantas pessoas espera ter no dia a dia nesse ambiente e a maneira de receber. Se o ambiente já existe, aproveite a maior parede para o sofá e coloque a TV exatamente em frente a essa peça. Menos peças, porém peças maiores, são as mais indicadas para compor esse ambiente”.
 
 
Para a arquiteta Juliana Melo, em situações convencionais, uma sala de TV deve ter no mínimo 3,5m x 3,5m. Essas são medidas mínimas para garantir qualidade para visualização da TV e, ao mesmo tempo, receber bem um layout confortável, com sofás aconchegantes, para reunir a família. “Acima dessa média conseguimos planejar uma excelente home cinema, com espaços amplos e mobiliário mais específico que o mercado nos oferece. Já projetamos hoje cinemas escalonados, com poltronas individuas que remetem ao cinema, porém com o aconchego de estar em casa com a família”.
 
 
 
ACABAMENTOS IDEAIS
 
Pensar na acústica e na iluminação é ponto muito importante na hora de definir a decoração do home cinema. Os acabamentos para a sala de TV devem caminhar no sentido de diminuir a luminosidade excessiva do ambiente, dando maior destaque para a tela. Paralelamente, é preciso também favorecer uma melhor acústica,    explica Trajano. “Usar madeira, pedra, materiais porosos com superfícies mais irregulares é mais adequado. Por outro lado, deve ser evitada ou ao menos reduzida a utilização de materiais muito lisos. O gesso, por sua vez, pode ser usado em forro, sempre com certo cuidado, pois é um material de características refletivas e pode gerar um eco excessivo. Ele deve ser combinado com materiais de maior absorção. Para ambientes maiores, é recomendado um estudo específico para conseguir o efeito desejado”, orienta o arquiteto.
 
Luciana Aragão destaca, ainda, que os acabamentos de forração podem ser os mais variados, mas, para se conseguir uma acústica perfeita é fundamental o uso de tapetes. Já Paulo Trajano afirma que os carpetes absorvem bem os sons, embora deixem a acústica muito “seca”, necessitando de uma sonorização mecânica mais abrangente, o que ele acredita não ser o melhor para a condição acústica. “Porcelanato de superfície muito lisa igualmente não é indicado, porque deixa o som muito estridente, ressaltando os agudos; é o oposto da madeira, que ressalta os graves”, esclarece.
 
 
 
 
A arquiteta Paula Hueb sugere revestimentos em madeira ou tecido para as paredes. Além de favorecerem a acústica do ambiente, criam uma atmosfera de charme e requinte no home cinema. Paulo Trajano, por sua vez, recomenda o uso de painéis de vidro, que, segundo ele, permitem boa condição e vedação acústica, devendo-se, porém, observar se não deixa passar excesso de luz, o que vai competir com a tela. 
 
 
Da mesma forma, é preciso ter atenção máxima à iluminação do local. Para tornar o home cinema num espaço aconchegante, Paulo Trajano sugere iluminação mais discreta, indireta ou de foco, utilizando melhor a luz âmbar ou a luz branca. 
“As cores devem ser mais fechadas. Por isso, numa sala essencialmente voltada para cinema, o branco não é opção”, ensina.
Para o projeto luminotécnico, Juliana Almeida prefere trabalhar com iluminação indireta e de LED, embora ressalte a importância de se pensar numa iluminação difusa central, para quando for necessário. “A iluminação adequada, embutida, direta ou indireta, nas extremidades do ambiente, cria um cenário interessante. Além de podermos sempre contar com o efeito do abajur na sala de TV”.
 
 
Móveis  e  adornos 
 
No momento de escolher os móveis e os objetos de decoração, é preciso lembrar que o home cinema irá receber pessoas que permanecerão por um bom tempo assistindo filmes, jogos ou à programação da TV. 
 
Pensando assim, a arquiteta Juliana Melo ressalta que neste espaço o profissional deve tomar cuidado para garantir qualidade de som aliada ao conforto dos móveis. “Nem sempre esse ambiente é tratado tecnicamente pelos clientes como um home cinema, mas  apenas como uma sala de TV para a família. Nesse caso, o piso acaba seguindo a composição do resto da casa e a atenção se volta para os móveis. Tecido com o tato confortável para o sofá e poltronas é essencial, além da densidade das almofadas para assento e encosto, que devem ser mais flexíveis para melhor acomodação do corpo. A profundidade do sofá é igualmente importante, assim como podemos abusar das chaises. Os painéis de madeira para a TV, cortinas e tapetes ajudam na acústica do ambiente, mas existem outras soluções para um projeto acústico mais aprofundado”, orienta Juliana.
 
Segundo a arquiteta, o ideal é pensar em móveis sob medida: “Um sofá produzido para se encaixar perfeitamente nas medidas do espaço já ajuda na composição do layout assim como usar apenas um painel projetado para receber todos os equipamentos necessários em pequenas prateleiras ou em nichos embutidos”.
 
 
 
Luciana Aragão, por sua vez, destaca que o morador deve adotar um estilo mais casual e intimista na decoração. “Se for utilizar a sala de estar como sala de TV, é importante lembrar que não só conforto é importante, mas o visual também. Opte por peças mais sofisticadas e impactantes. O ideal é ter um sofá de manutenção fácil, almofadas laváveis e cortinas que protejam o ambiente da luminosidade. A decoração deve mostrar o estilo do morador. Peças trazidas de viagens, objetos de família, livros. Tudo pode ser usado”, garante.
Em relação aos objetos de decoração, eles devem seguir o estilo adotado no décor da casa. Segundo Juliana Almeida, “se a sala não for muito ampla, indico um puff mais rígido, que pode fazer o papel de mesa de centro quando necessário e também de chaise para o sofá. Adornos que possam trazer mais cor e sofisticação são bem-vindos na composição do móvel da TV, como quadros na parede, além de podermos abusar de papel de parede na decoração”.
 
 
TECNOLOGIA NA SALA DE TV
 
Os aparelhos eletrônicos utilizados nesses ambientes têm tido um grande avanço tecnológico. Quase que diariamente o mercado oferece alguma novidade para o segmento. A dica dos experts  é optar por eletrônicos sem fios e com design mais contemporâneo. Além de práticos, ajudam a compor a decoração do ambiente. “Pode-se pensar em uma sala multifuncional, onde temos TV e também projetores HD”, ressalta Juliana Melo.
De acordo com o engenheiro Bruno Leandro, especialista em automação, existe hoje no mercado uma variedade muito grande de equipamentos para home cinema, principalmente quando se fala em aparelhos de TV. “As mais modernas, atualmente, são aquelas que possuem o display construído em OLED, com resolução 4K, ou seja, quatro vezes mais que uma TV de LED com resolução Full HD. Algumas podem ter até processador, memória e armazenamento interno, como se fossem um computador”, diz ele.
 
 
Com tanta novidade, as TVs também podem ser classificadas de maneiras diferentes. “Quanto à resolução, podem ser Full HD ou 4K; quanto à tela, podem ser de Plasma, LED ou OLED ou ser Smart ou não”, explica Bruno. Ele vai além: “As imagens das TVs de OLED são superiores em todos os aspectos e possuem taxa mais alta de contrastes, níveis de preto muito mais elevados. Isso sem falar na taxa de atualização, que também é superior. Já na questão do som podemos fazer uma analogia com o pinguim. Este animal não nada bem e, também, não anda bem; assim podemos imaginar aqueles sistemas de home theater, nos quais o equipamento principal, que é o receiver, é o responsável por ler a mídia (CD, DVD, Blu-ray, etc), processar o sinal e amplificá-lo para as caixas de som. É óbvio que ele não consegue fazer tudo isso de forma satisfatória. Por isso, utilizando um sistema modular (blu-ray player, receiver e caixas acústicas) e podemos extrair o máximo de cada equipamento”.
Na parte de áudio, o engenheiro destaca os receivers, que englobam o processador de áudio e amplificador. Existem no mercado desde os mais simples, com 2.1 canais para um sistema estéreo, até receivers com 9.2 canais, para sistema multicanal, utilizados em salas de cinema residenciais. “Devemos sempre procurar por aqueles que possuem conexão com a internet, podendo ser via cabo ou wireless, bluetooth e outras conexões sem fio. 
 
 
As caixas acústicas, como são equipamentos passivos, não evoluem na rapidez dos equipamentos eletrônicos. Por isso, é sempre importante optar por modelos e marcas que sejam reconhecidos no mercado”.
No momento de definir o tipo de equipamento para utilizar na sala de TV, o especialista em automação explica que esta escolha depende exclusivamente do tamanho do ambiente e das condições de uso do equipamento. “Para ambientes pequenos, onde não se tenha o controle da luminosidade e não se faça o uso ininterrupto do equipamento, o ideal é utilizar um aparelho de TV. Já quando o mesmo for utilizado em ambientes maiores, de preferência durante a noite, ou que se consiga controlar a luminosidade do ambiente, o uso do projetor juntamente com a tela de projeção é uma excelente escolha”.
Apesar de tanta tecnologia, os valores para implantar um bom projeto de audiovisual são acessíveis, pesando-se a relação custo-benefício. De acordo com Bruno, a princípio, deve ser verificada a real necessidade do morador. Para tanto, o engenheiro recomenda pesquisar os equipamentos que realmente vão atender às suas necessidades. “Atualmente, a partir de R$ 10.000,00 já é possível montar uma sala de TV com um sistema de cinema de 5.1 canais, atendendo a todo tipo de programação escolhida”, garante.
 
JM Magazine 58

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