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06/04/2016
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Você sabe a diferença entre champanhe e espumante? É bom esclarecer que não se trata de um juízo de qualidade, mas pura e simplesmente uma questão de respeito às origens de cada produto. Ambos são vinhos submetidos a uma segunda fermentação – daí a espuma abundante –, mas a semelhança termina aí. Champanhe é o vinho elaborado exclusivamente na região demarcada do mesmo nome, a cerca de 145 quilômetros ao nordeste de Paris. Todos os demais vinhos do gênero, mesmo aqueles produzidos em outras regiões francesas, devem ser chamados genericamente de espumantes. Portanto, quando for pedir aquele vinho borbulhante, você já sabe: é espumante. A menos que a bebida tenha sido importada da região de Champanhe, na França! 

Chamar espumante de champanhe é o mesmo que usar o nome conhaque para destilados produzidos fora de Conhaque, outra região demarcada francesa: o correto, nesse caso, é brandy. Imagine, então, quando o produto sequer é um destilado de vinho, mas de mel, gengibre ou alcatrão! Como diria Noel Você sabe a diferença entre champanhe e espumante? É bom esclarecer que não se trata de um juízo de qualidade, mas pura e simplesmente uma questão de respeito às origens de cada produto. Ambos são vinhos submetidos a uma segunda fermentação – daí a espuma abundante –, mas a semelhança termina aí. Champanhe é o vinho elaborado exclusivamente na região demarcada do mesmo nome, a cerca de 145 quilômetros ao nordeste de Paris. Todos os demais vinhos do gênero, mesmo aqueles produzidos em outras regiões francesas, devem ser chamados genericamente de espumantes. Portanto, quando for pedir aquele vinho borbulhante, você já sabe: é espumante. A menos que a bebida tenha sido importada da região de Champanhe, na França! 

Chamar espumante de champanhe é o mesmo que usar o nome conhaque para destilados produzidos fora de Conhaque, outra região demarcada francesa: o correto, nesse caso, é brandy. Imagine, então, quando o produto sequer é um destilado de vinho, mas de mel, gengibre ou alcatrão! Como diria Noel Rosa: "isso também é coisa nossa". Quanto ao espumante, vários países conseguiram estabelecer uma identidade para seus produtos: na Espanha, que tem na Catalunha seu principal centro de produção, o nome usado é cava; na Alemanha, que trabalha muito bem nessa área, é sekt; na Itália, a denominação spumante serve para designar produtos de alto nível, e na própria França, as regiões da Alsácia, Borgonha e Vale do Loire produzem um crémant que pode ser de excelente qualidade. Todos têm seu lugar no mercado, sem precisar “pegar carona” na fama do champanhe.

O que caracteriza o espumante, seja de onde for, é a grande quantidade de gás carbônico, nascido durante a segunda fermentação de um vinho base. Quando essa refermentação acontece na própria garrafa, o método é chamado de champenoise, o único permitido na região de Champanhe, e conhecido como classico ou tradizionale na Itália, classico ou champanhês em Portugal, tradicional na Espanha, méthode traditionelle no Brasil. Se o vinho é submetido à segunda fermentação num grande recipiente de aço ou fibra de vidro e depois engarrafado, o processo é conhecido como charmat. No Brasil, são permitidos os dois sistemas.   

Os espumantes costumam ser mais lembrados com a proximidade do Natal e das festas de fim de ano – diga-se de passagem, com toda justiça. Afinal, é um vinho de festa por excelência, que, com suas borbulhas (o chamado perlage) e frescor naturais, presta-se muito bem para brindes, coquetéis e comemorações de todo gênero. Além do mais, como é servido a uma temperatura entre 6ºC e 8ºC, está perfeitamente de acordo com o clima dessa época. Vale a pena lembrar que a taça de formato alongado (a flûte) e o balde de gelo são aliados indispensáveis nesses momentos.

De resto, é aproveitar o pretexto para degustar esse vinho maravilhoso, que já foi chamado de “a alta-costura dos vinhos franceses”, o preferido de gente de todas as épocas e lugares do planeta, como Napoleão I, a madame de Pompadour, os czares da Rússia e Sir Winston Churchill.

"Os espumantes costumam ser mais lembrados com a proximidade do Natal e das festas de fim de ano"

 

 

 

Dois espumantes brasileiros aparecem entre os dez melhores do mundo em uma lista feita pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ). Outros dois produtos nacionais figuram também entre os 100 melhores do mundo no ranking.

Os produtos nacionais escolhidos foram:

• em 8º lugar: Marcus James Espumante Brut, da vinícola Aurora;

• em 9º lugar: Espumante Garibaldi Prosecco Brut, da Cooperativa Vinícola Garibaldi;

• em 39º lugar: Aurora Espumante Chardonnay Brut, da vinícola Aurora;

• em 52º lugar: Garibaldi Espumante Moscatel, da Cooperativa Vinícola Garibaldi.

O ranking é elaborado com base em 74 concursos mundiais de bebidas, como o Concours Mondial de Bruxelles e o International Wine Challenge. As pontuações dos vinhos variam de acordo com a importância relativa do concurso e a posição de cada rótulo dentro deles. O topo da lista é ocupado pelo champanhe Charles Heidsieck Blanc des Millenaires Millésime 1995, da francesa Vranken Pommery Monopole Heidsieck. Em segundo e terceiro lugares aparecem dois espanhóis: Pedro Ximénez Selección de Robles 1927, das Bodegas Robles, seguido por Bioca Godello 2013, das Bodegas María Teresa Nuñez Vega. Mas o Brasil não fez feio nessa disputa. Entre os dez primeiros colocados, três rótulos são franceses, dois são espanhóis, dois do Brasil, dois da Austrália e um dos EUA.

"O topo da lista é ocupado pelo champanhe Charles Heidsieck Blanc des Millenaires Millésime 1995, da francesa Vranken Pommery Monopole Heidsieck"

É TRADIÇÃO

Onde exista uma comemoração especial, seja a celebração de virada de ano, seja uma ocasião de importância particular, a elegância e sofisticação dos vinhos espumantes estarão sempre presentes para tornar o momento ainda mais agradável. Mas, ao longo do tempo, o espumante ganhou novos significados no mercado dos vinhos, deixando de ser bebido exclusivamente nas celebrações especiais e passando a estar mais presente em outras ocasiões. Apreciada largamente no verão, a bebida borbulhante pode ser servida como aperitivo ou sobremesa e, também, harmoniza incrivelmente bem com coquetéis diversos e refeições completas. Não é à-toa que, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro do Vinho, no ano de 2012 foram consumidos no Brasil mais de 8 milhões de litros de espumantes.

 

 

HARMONIZAÇÃO

Assim como outros vinhos, o espumante deve ser harmonizado com o cardápio a ser servido. Por ser uma bebida fresca e elegante, o espumante acompanha bem comidas leves e sutis, como, por exemplo:

 

 

 

 

 

Entradas

No início da refeição, o espumante, com acidez e leveza na medida certa, é perfeito para abrir o apetite. A escolha do vinho deve acompanhar o estilo do prato. Uma salada com camarões, por exemplo, cai bem com um espumante brut; com carpaccio, um espumante rosé; com canapés ou caviar, um prosseco italiano vai bem; com entrada à base de frutas, um espumante seco – o champagne francês combina com todos esses pratos.

 

 

 

 

 

 

 

Pratos principais 

Combinações com carnes vermelhas e molhos de sabor forte são de difícil harmonização com espumante:  tente evitar. Frutos do mar, como lagosta, salmão e camarão, com molhos mais encorpados harmonizam perfeitamente com champanhes blanc de noir. Carnes brancas caem bem com espumantes secos mais ácidos. 

 

 

 

 

 

Sobremesas 

Espumantes mais doces ou demi-sec da Itália são ótimos para saborear com doce com creme à base de baunilha, ou mesmo rabanadas.

JM Magazine 58

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