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18/04/2016
O PODER DA FÉ NO PROCESSO DE CURA
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Visão de um médico sobre espiritualidade

Sobre a questão da fé e da Ciência, o médico cardiologista e pesquisador com Pós-doutorado Dr. Roberto Botelho analisa com prudência e afirma que depende do conceito que se tem de espiritualidade. Ele se considera espiritualista a partir de práticas como fazer meditação transcendental e estudar Física Quântica. Em seu currículo também consta Certificado em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School e Diretor do Instituto do Coração do Triângulo.

“Essa espiritualidade lato sensu, que é a percepção dos fenômenos, nós não quantificamos no plano cartesiano. Ela é imprescindível para o desenvolvimento da alma. 

Eu não trato no conceito religioso. Mas nós somos espiritualidade. Talvez o que a minha bisavó dizia lá atrás no conceito cultural dela pode ser a mesma coisa que meu tataraneto vá dizer sobre a Física Quântica. Estamos falando da mesma coisa, mas por meios e interpretações diferentes”, acentua o especialista.

Dr. Botelho enfatiza que Uberaba é uma cidade de muita espiritualidade. A cidade de Chico Xavier. A cidade de muita cultura católica. Talvez, por isso, ela tenha evoluído na felicidade das pessoas.

“Eu leio, respeito e absorvo toda espiritualidade. Penso nas pessoas que não estão mais conosco, como o mestre Dr. Lineu Miziara; aí eu me pergunto: o que ele pensaria sobre alguma situação? Isso é espiritualidade. Esta faz parte da minha vida. Tenho indicadores sobre isso e observo que o biólogo inglês Rupert Sheldrake, estuda o tema na ressonância mórfica: ‘é como o pensamento ir para uma nuvem e essa nuvem ser compartilhada a distância’”, exemplifica, salientando que a reza cura porque existe a dedicação de boa energia para a pessoa. Explicando fenômenos que ancoram tal afirmativa: “desejo o bem para aquele paciente, eu mudo o DNA dele”.

 

 

" Essa espiritualidade lato sensu, que é a percepção dos fenômenos, nós não quantificamos no plano cartesiano. Ela é imprescindível para o desenvolvimento da alma"

A pediatra Ana Escobar e o oncologista Fernando Maluf, durante entrevista no Programa Bem Estar, admitiram que a fé faz bem para a imunidade, melhora a resposta  em processos de quimioterapia ou radioterapia e, ainda, pode ajudar a combater depressão, ansiedade e problemas de sono.

Divulgação da entrevista dos dois médicos no site do Programa, indica que um trabalho do Instituto Dante Pazzanese, com quase 250 artigos de todo o mundo, concluiu que a prática regular de atividades religiosas pode reduzir o risco de morte em 30%. Isso porque — dizem — ter uma religião promove bem-estar psicológico, menos pensamentos e comportamentos suicidas, menos consumo de álcool e de drogas e maior adesão a hábitos saudáveis. O estudo mostrou, ainda, que a religião contribui para reduzir a carga viral em pacientes com HIV, além de reduzir mortes por AVC e problemas cardíacos.

 

Mulheres de fé

Ana Paula Rodrigues, 39, empresária, teve câncer no intestino. É uma das chamadas guerreiras (grupo de mulheres diagnosticadas com câncer). Afirma estar recuperada e curada. “Naquele momento – quando soube da doença –, o amor de Deus, da minha família e dos amigos fez toda a diferença no meu tratamento. Não me entreguei em nenhum momento à tristeza ou à depressão”.

 A fé não surgiu na vida dela repentinamente. Diz que sempre foi uma mulher de fé. “Sempre estive 100% no colo de Jesus. É a Ele que me reporto em todas as minhas inquietações e dificuldades”. A fé funcionou positivamente quando ela questionou sobre o porquê de ser acometida pelo câncer. “Ao questionar, fui tomada pelo sentimento de oportunidade de renovação espiritual, de crescimento como pessoa; isso me bastou naquele momento”.

 Mas... A fé cura, Ana Paula? “A fé nos cura espiritualmente, nos alimenta de uma força maior e isso reflete positivamente no tratamento. O supremo poder da fé” — afirma — é um sustentáculo para a pessoa não se entregar. É ela que proporciona um olhar para qualquer situação com mais leveza e confiança”. Ana Paula afirma ser católica, porém, respeita todas as crenças que permitem estar mais próximo de Deus.

 

"Naquele momento, – quando soube da doença –, o amor de Deus, da minha família e dos amigos fez toda a diferença no meu tratamento"

Independente da religião e do estado de saúde, ela é categórica: “Quando rezamos, conversamos com Deus, e a certeza está em que Ele tem por nós um amor santo, sem nenhuma interferência com as coisas do mundo... Podemos nos abrir como uma criança... E isso nos faz um bem enorme”.

Quem viveu sucessivas perdas relativamente num curto espaço de tempo, como Maria Isabel Sanches Veludo,  pode entender como é recorrer à fé para continuar a viver com esperança e objetivos. “Eu tinha que renascer na fé, por mim e por minha família. Claro que entrei em conflito e, para este refazimento, tive que aprofundar em mim mesma e me permitir muitos questionamentos. Percebi, infelizmente, que a fé ficou mais presente em mim pelas perdas”.

Essa fé, para Bel Veludo, deve ser regada diariamente; do contrário, toda a carência vai explodir e tornar tudo mais doloroso. Aberta à espiritualidade, ela garante que a fé independe de religião.

 

 

E a conceitua da seguinte forma: “Fé é um estado emocional, garantidor da paz e da força no dia a dia”.

Os óbitos na vida de Maria Isabel recaíram em quem garantia sustentação familiar. Primeiro foi o pai, que faleceu atropelado; a mãe, com câncer, e por fim o marido, Manoel Veludo, teve uma doença rara e necessitava de transplante de fígado. Passamos por incessante luta na busca do órgão, sem perder a esperança. Conseguimos, tão logo foi transplantado, veio a falecer. 

Aí ela se viu adoecida, no comando da família e dos negócios. Desenvolveu algumas doenças, entre elas o diabetes, que em sua opinião foi desencadeada por fatores emocionais. Com medicamentos, orientada por médicos, assegura que aprendeu a agradecer tudo que vem. “Pra mim é notório que a fé cura. Já diminuí a medicação. Creio que a fé me reabilita. De que forma? Ela é refletida nos meus sentimentos, através de música, meditação, conversa com meus santinhos e comigo mesma”.

Bel Veludo é convicta de que Deus proverá no momento certo. “Ele não me falta. Agradeço-Lhe de maneira humanizada. Eu vejo e sinto que Ele me escuta. É concreto. As respostas chegam. Porque sou eu aqui com meus filhos e Deus ao meu lado”.

 

Ritual  de  cura  dos povos  indígenas

Os pajés de todas as etnias são os responsáveis pelo tratamento e pela cura de doenças dos povos da floresta, recorrendo práticas consideradas mágicas, que remetem à sabedoria da ancestralidade.

Edwards S. Curtis (1868-1952), fotógrafo norte-americano, que fez vários registros indígenas, já dizia: "Você vive outro tipo de realidade quando cresce lá fora, no meio da floresta, ao lado dos pequenos esquilos e das grandes corujas. Todas essas coisas estão ao seu redor como presenças, representam forças, poderes e possibilidades mágicas de vida que, embora não sejam suas, fazem parte da vida e lhe franqueiam o caminho da vida. Então, você descobre tudo isso ecoando em você porque você é natureza".

O site "sua  procura" traz conceituação muito adequada sobre pajelança, ou seja, um ritual de cura realizado pelos índios. Quem realiza esse ritual é o pajé (curandeiro e líder espiritual da aldeia). Segundo a publicação, no ritual o pajé ingere uma espécie de bebida afrodisíaca, conhecida como tafiá e evoca espíritos de ancestrais ou de animais da floresta. Essa evocação serve para pedir orientação no processo de cura do paciente. Algumas ervas e plantas também podem ser usadas durante o ritual. Muitas vezes, o pajé queima algumas plantas ou ervas secas e joga sobre o corpo do paciente.

 

Durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas realizados em Palmas (TO), no mês de outubro deste ano, uma líder de aldeia brasileira se manifestou sobre o tema. Da etnia Xerentes, a anciã mais velha da tribo diz que o branco entrou ensinando a eles terem fé em Deus. “Não! Xerente já tem Deus. Deus fez nós. Nós faz oração. Deus cura doença”.

Para uma índia mexicana, Deus governa a Terra. Ela se diz grata ao Sol, às plantas, às águas. “Pela fé, meu povo aprendeu que Deus está nas forças naturais”. Aos povos indígenas, conquistados por espanhóis, foi imposta a cruz cristã.  O indígena — informa — já acreditava em Jesus, nos rituais de cura, pela fé e sabedoria da aldeia".  

 

 

 

 

 

 

Não há nada impossível para Deus

 

“A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não vemos. Pela fé entendemos que o mundo foi criado por Deus, sendo feito tudo por obra de Suas mãos. A fé é acreditar no invisível, impossível para nós, é o sustento de nossa existência em Deus e em Cristo Jesus. Assim, há fatos que são aparentemente impossíveis de ocorrer, mas por meio da fé em Deus podem se materializar”, define Danilo Renato de Lorenzo, pastor auxiliar da igreja Assembleia de Deus Missão aos Povos – Uberlândia-MG.

Para muitos, o surgimento da fé pode estar no sentimento, no coração ou na audição. Na opinião do pastor, está na "Bíblia Sagrada", que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Quando a Palavra diz ouvir, não é simplesmente escutar, mas guardar em seu coração o seu conteúdo e viver o que ela ensina. Jesus disse: “Se vós estiverdes em mim e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.

"A pessoa que tem fé — acrescenta — toma atitudes contrárias à dúvida e tem confiança no sobrenatural de Deus. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de algo que fará a situação ou o sentimento mudar para melhor"

 

"Quando as esperanças nas coisas terrenas não têm resultado e nem expectativa alguma de vitória, recorremos ao sobrenatural de Deus"

Pastor Danilo responde: “Quando as esperanças nas coisas terrenas não têm resultado e nem expectativa alguma de vitória, recorremos ao sobrenatural de Deus, crendo no Deus do impossível, Naquele que detém todo o poder”.

“O benefício dela nos tratamentos está associado à crença da cura por intermédio de Deus. Por consequência, haverá um menor desgaste psicológico, espiritual e físico, pois nossa esperança está totalmente ativada e crendo na certeza da vitória”, explica. 

Se a fé estiver alicerçada em Deus, pastor Danilo crê na fé pela cura, pois não há nada impossível para Ele. Havendo edificação espiritual naquela cura, quer seja individual ou coletiva, ela ocorrerá pela manifestação de Deus.

Ele assevera que Deus tem todo o poder e autoridade para curar quaisquer patologias. “Já presenciei diversas curas milagrosas e impossíveis aos olhos humanos”.

A relação da fé com a Ciência, segundo pastor Danilo Lorenzo, é percebida assim: “Por vezes, a Ciência toma uma caminhada na contramão da fé, ignorando a existência de Deus, o Criador, e de Seus atributos, buscando provas palpáveis e lógicas. A fé nos permite alcançar o sobrenatural de Deus, o inimaginável e o ilógico aos olhos humanos”.

 

JM Magazine 58

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