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11/07/2013
Caminho das índias
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Uma experiência única, um encontro com a espiritualidade, representada pelo colorido de suas especiarias, tinturas, perfumes, sabores.  A Índia  é conhecida por sua diversidade, e principalmente pela amabilidade de seu povo. Dispa-se de tudo o que conhece e de tudo que ouviu falar: a Índia merece ser vivida  sem preconceitos!

Intensa. A viagem pela Índia dispensa qualquer regra. Ali tudo muda, é tudo desorganizado e há um tempo próprio que, quando entendemos este ritmo, entramos no clima! Viajar pela Índia é uma experiência de vida intensa: ninguém volta de lá indiferente ou da mesma maneira que foi! Tudo surpreende, seja pela beleza, pela novidade, ou simplesmente pelo choque cultural. Conhecer a Índia exige tempo: Enorme, ela é diferente e cada região tem sua peculiaridade – povo, paisagens, arquitetura, novamente sabores e perfumes, coloridos. Existem várias Índias em um só país, que poderia ser um continente.

Outros valores. Tudo é novo e estranho para um ocidental. O trânsito louco, o barulho de buzinas, a poluição, um caos,  que ao nos externarmos percebemos a  verdadeira riqueza.

Multiculturalidade.
A história da Índia se confunde entre as lendas, histórias de deuses e quase Deuses - reis-divindades. Não podemos separar as lendas da realidade, nem conseguiríamos.  Foram sucessivas invasões, durante anos e anos, mongóis, arianos e outros povos, séculos mais tarde formaram-se as características étnicas, culturais e religiosas desse país de mais de um bilhão de habitantes, tão diferente da maioria dos ocidentais.

Taj Mahal
Segundo a história, Shah Jehan construiu o Taj Mahal  em memória da mulher amada, Mumtaz Mahal, “A escolhida do Palácio”.
Apenas uma garota, quando Shah Jehan viu Mumtaz Mahal num mercado, ele se encantou por sua beleza. Diz a lenda que ela era tão linda que “parecia uma imagem saída de uma miniatura persa”. Depois de cortejá-la por algum tempo, casou-se com ela e a transformou em imperatriz e em sua conselheira. Mumtaz Mahal era venerada pelo povo, pois tinha especial carinho pelos pobres. Também era muito amada pelos poetas e artistas, em geral.

Depois de 19 anos de casados, ao dar a luz a seu décimo quarto filho, Mumtaz Mahal morreu no parto. Embora Shah Jahan tenha tido outras esposas, a sua predileta sempre foi Mumtaz Mahal.
Tomado por uma profunda tristeza, guardou luto durante dois anos. Sem jóias ou trajes suntuosos, não  ouvia música nem participava de festas. Perdeu o sentido para a vida. Shah Jehan entregou o comando das campanhas militares a seus filhos, dedicando-se inteiramente à construção do Taj Mahal. O mausoléu dedicado à esposa foi construído sobre seu túmulo. O nome é, na verdade, uma abreviação do nome da sua amada.

Diz a lenda que já pressentindo a chegada da morte, ela teria pedido ao imperador que construísse um monumento “à felicidade compartilhada”. Passado o período crítico de luto pela morte da esposa, o imperador Shah Jehan tornou-se obcecado pela arquitetura. Compreendeu que os monumentos poderiam sobreviver à fugacidade do tempo, à fragilidade da vida humana. A parte mais famosa do mausoléu é a tumba de Mumtaz Mahal (Joia do Palácio) com sua cúpula de mármore branco, mas também inclui mesquitas, torres e outros edifícios.

Perto dali ele iniciou a construção do Taj Mahal Negro, o qual seria ligado por uma ponte ao Taj Mahal branco, mas foi impedido por seu filho.

Dizem  que Shah Jehan construiria um mausoléu idêntico na margem oposta do rio Yamuna. Desta vez, um Taj Mahal de mármore negro, onde repousaria após sua morte. Os dois seriam ligados por uma ponte sobre o rio. Shah Jahan foi destronado por seu filho Aurangzeb antes de a versão negra ser edificada. Os restos de mármore negro que podem ser encontrados ao cruzar o rio são a base inacabada deste segundo mausoléu.

Alimentação
A cozinha indiana é um dos pontos altos de sua visita ao país. Cada região possui diferentes ingredientes, influências e receitas, estabelecidas pela cultura local: no norte de Índia, de clima mais seco, predomina a cultura do trigo, sendo o pão recheado “roti” um de seus pratos mais simbólicos; o sul, mais úmido, é a terra do arroz. Comum aos dois, os diferentes “curries”, coloridos, perfumados com intenso sabor. Escapar dos condimentos não será uma tarefa fácil. Nem as multinacionais McDonalds e Pizza Hut conseguiram impor seu padrão na India e acabaram sucumbindo aos temperos locais. Abusem do frango e do cabrito. Saiba que carne de boi não há e porco então é impossível. Não se aventure a comer comida de rua. Procure sempre beber água engarrafada, com a tampa aberta na sua frente. Mas não peça gelo, pois nunca se sabe de qual água foi feito. Aliás, em lugares de hábitos alimentares tão diferentes, optar por produtos industrializados é sempre a atitude mais segura.

Transportes

Ferroviário. Herança do período colonial britânico, a Índia conta ampla malha ferroviária. Porém, o estado e as estações são um tanto caóticas. Existem alguns trens exclusivamente turísticos que levam seus passageiros por diversos pontos do país. No geral, as acomodações são confortáveis, serviço de qualidade.

Rodoviário.
Perigoso e confuso para quem não está acostumado. Percebemos que a mesma faixa de asfalto é disputada por motos, vacas, dromedários, caminhões lentos, tratores e carros velhos e supercarregados. Apesar da relativa qualidade do asfalto em muitas rodovias, os retornos são quase inexistentes. Logo, manobras insanas são bem comuns. Se quiser alugar um carro para conhecer a Índia, contrate um motorista local.

Aéreo.
Voar é a melhor opção, ainda que os serviços aeroviários por vezes sejam um pouco confusos. Cuidado: malas costumam ser extraviadas e são localizadas depois em perfeito estado, mas isso sempre causa um certo desconforto. Em geral, as companhias são pontuais e boas.

Regiões da índia

Norte da Índia
Delhi: nenhuma outra cidade se parece com a capital indiana. Barulhenta e caótica, a cidade abriga milhões de pessoas, apertando-se em um tráfego insano e ruelas onde carretas, bicicletas e transeuntes se esbarram incessantemente. Uma das mais antigas do mundo, a cidade divide-se entre a Velha Déli e a modernidade em Nova Déli. Ali estão muitos tesouros da humanidade, como o Forte Vermelho, a tumba de Humayun e Qutub Minar. Um caos fascinante embriaga os olhos dos visitantes que, em geral, escolhem a metrópole como o ponto de partida para se explorar o norte do país.

Johdpur: localizada bem próxima do deserto de Thar, a cidade de Jodhpur foi fundada em 1459, por Rao Jodha, o chefe do clã Rathore de Rajputs, e foi a capital do Estado de Marwar. Jodhpur é também conhecida como a Cidade do Sol, porque o sol brilha aqui quase todos os dias do ano e, principalmente, como Cidade Azul, já que quase todas as casas na parte antiga da cidade são pintadas de azul. As fortalezas e palácios, templos e havelis, cultura e tradição, especiarias e tecidos, cores e texturas, e uma indústria de artesanato em expansão, se somam para tornar esta cidade histórica merecer uma visita.

Udaipur: conhecida também como a “Veneza do Leste”, é a cidade dos lagos. O “Lake Palace” (Jag Niwas), localizado no meio do Lago Pichola, é um grande exemplo da maravilha cultural e arquitetônica do lugar. O grande “City Palace”, nas margens do lago, juntamente com o Palácio Monsoon (Sajjan Garh) no alto da colina, realçam a beleza da cidade. Udaipur é também um centro de apresentações artísticas, artesanato e famosas pinturas em miniatura. O Marajá Udai Singh fundou Udaipur em 1559. De acordo com uma lenda, Udai Singh foi guiada por um homem santo meditando até o alto de um monte perto de Lago Pichola, para ali estabelecer sua capital. Cercado por Faixas de Aravali, florestas e lagos, o local era menos vulnerável à invasão externa.

Jaipur: apelidada de a “Cidade Cor de Rosa”, por conta da cor das paredes de sua cidade velha, é de fato um deleite visual. A cidade abriga monumentos mundialmente conhecidos e que atraem turistas vindos de todas as partes, como o Palácio dos Ventos ou Hawa Mahal, Jai Singh’s City Palace e o Observatório de Jantar Mantar. Foi construída pelo fundador da cidade, o Marajá Sawai Jai Singh II - um homem famoso por seus talentos como um político, astrônomo e matemático. Outras atrações da capital do Rajastão são os templos de Ram Niwas Bagh e Govindji, Ram Niwas Bagh, o jardim da cidade, e o Albert Hall (Museu Central).

Agra: uma razão básica para milhares de turistas tomarem o rumo de Agra é o Taj Mahal - o mausoléu que celebrava não o culto a um homem poderoso, mas o seu amor por sua esposa favorita. A antiga capital do império mogol, que dominou boa parte do território de Índia e Paquistão entre os séculos 16 e 18, foi liderada por senhores que amavam a guerra, mas também cultivavam o gosto pelo belo. Entre seus legados na região estão três patrimônios da humanidade: o Forte Agra, a fracassada cidadela de Fatehpur Sikri e o Taj Mahal. Localizada no estado de Uttar Pradesh, Agra fica a apenas 200 km de Nova Déli, sendo facilmente acessível por avião, trem e via rodoviária e, definitivamente, esse é o destino que não deve faltar em sua viagem à Índia.

Varanasi: na Índia, país onde nasceram algumas das mais importantes religiões do mundo, a cidade é uma das mais sagradas e místicas. Todos os anos, milhares de peregrinos hindus passam por ali na esperança de se libertarem da samsara, o círculo interminável das reencarnações. A água do Rio Ganges, “Ganga Ma”, a mãe purificadora que nos acolhe e limpa dos pecados mundanos, é o destino de todos eles.

Sul da Índia

Cochin: Kochi, ou mais familiarmente conhecida como Cochin, durante muito tempo desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da navegação e comércio na região sul da Índia e é o mais importante ponto comercial do estado de Kerala, no sul da Índia. Com localização privilegiada na costa ocidental, bela baía e seu protegido porto tornaram a cidade popular aos navios mercantes que costumavam parar ali para estocar especiarias, café e madeira durante a rota para os ricos mercados da Europa e da Ásia Ocidental. E assim, através dos tempos, Cochin prosperou como uma cidade portuária e centro comercial. A sua costa é ainda muito importante para Cochin e para a Índia: abriga uma base naval e um dos mais movimentados portos da Índia. A história de Cochin é bastante interessante: seu envolvimento com os portugueses, holandeses e britânicos são evidentes na arquitetura dos edifícios da cidade e na culinária local.

 Kumarakon: também localizada no estado de Kerala, Kumarakon é famosa pelas “backwaters”, que formam um conjunto de lagos e lagoas salgados paralelo à costa do Mar da Arábia. A rede é composta por cinco grandes lagos ligados por canais, que são alimentados por 38 rios e se prolonga por praticamente metade do comprimento do estado de Kerala. São mais de 900 km de vias navegáveis interligadas. Ali, o legal é embarcar em um “Kettuvallam” - um barco típico da região - que leva seus passageiros por um romântico trajeto pelas tranquilas águas de “backwaters” de Kerala.

Compras
Outra boa atividade é fazer compras. Em Nova Déli você pode encontrar ótimos tapetes e visitar alguns fabricantes, um verdadeiro deleite. Blusas, echarpes e cachecóis de caxemira e pashmina e muitas joias farão parte da sua mala no retorno ao Brasil. Em Agra, o destaque são peças de decoração enfeitadas com pedras incrustadas, uma espécie de marchetaria em mármore! O método é o mesmo utilizado na construção do Taj Mahal.,

Importante
Brasileiros precisam de visto de entrada na Índia. Consulte seu despachante para maiores esclarecimentos e estarem vacinados contra a febre amarela, que é inclusive pré-requisito para a emissão do visto.

JM Magazine 58

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